terça-feira, 12 de março de 2013

COMPROMETIMENTO

 
Se quando a nota musical fosse convocada pelo artista para uma composição, ela dissesse: Não é uma nota que faz a música, não nasceriam sinfonias e o homem jamais poderia se extasiar com a música que lhe enche os ouvidos e a alma.
 
Se quando a palavra fosse convidada a ser escrita, ela dissesse: Não é uma palavra que faz uma página, não existiriam livros, que beneficiam tantas vidas.
 
Se quando o construtor buscasse a pedra, ela dissesse: Não há pedra que possa montar uma parede, não haveria casas, edifícios, construções tão espetaculares, que parecem desafiar o homem.
 
Se quando a gota caísse sobre a terra, dissesse: Uma gota d’água não faz um rio, não haveria rios, lagos, mares e oceanos.
 
Se nas mãos do semeador, o grão dissesse: Não é um grão que semeia um campo, não haveria colheitas abundantes e messes fartas.
 
Se o homem simplesmente considerar que não é um gesto de amor que pode salvar a Humanidade, jamais haverá justiça, paz, dignidade e felicidade na Terra.
 
Assim como as sinfonias precisam de cada nota, assim como o livro precisa de cada palavra, não sendo nenhuma dispensável; assim como as construções precisam de cada pedra no seu exato lugar; assim como os rios, lagos, mares e oceanos precisam de cada gota d’água; assim como a colheita precisa de cada grão, a Humanidade precisa de você.
 
Exatamente! De você! Onde estiver, único e, portanto, insubstituível.
 
E Deus conta com sua participação ativa nesta sinfonia espetacular que é a vida, para tocar com sua harmonia, a musicalidade da sua voz, os corações aflitos e lhes acalmar as dores.
 
Deus conta com sua palavra de bom ânimo e encorajamento para erguer os caídos nas estradas do desespero.
 
Deus conta com as pedras da sua construção ativa nas boas obras para que muitos dos Seus filhos não morram de fome, nem padeçam frio, nas estreitas vielas da amargura e do abandono.
 
Deus conta com a gota d’água da sua boa vontade para modificar os painéis de sofrimento nas estradas por onde seguem os seus pés.
 
Deus conta com o grão especial da sua paciência para semear a serenidade, no campo das lutas diárias dos homens que ainda não descobriram que suas vidas devem ser muito mais do que simplesmente dominar o mercado financeiro, vencer os adversários em um jogo ou ganhar na cotação da Bolsa de Valores.
 
Deus conta com o seu gesto de amor, onde esteja, para falar e agir com justiça, para semear a paz, para viver com dignidade e mostrar que é possível, sim, ser feliz na Terra, ainda hoje.
 
Porque a maior felicidade consiste em saber descobrir a felicidade nos olhos da gratidão alheia, na prece infantil que brota da alma da criança a quem ensinamos a buscar Deus; nas mãos envelhecidas no trabalho que buscam as nossas para um aperto silencioso, significativo, sincero.
 
* * *

O mundo precisa do nosso comprometimento para ser o mundo que todos queremos, desejamos e aguardamos.
 
Não esperemos pelos outros.
 
Distribuamos hoje, agora, a nossa nota de esperança, a nossa palavra de fé, a nossa gota de amor, nosso grão de solidariedade.
 
O mundo espera. As criaturas precisam e Deus conta conosco.
 
Redação do Momento Espírita, com base em artigo de autoria ignorada.
 
Em 26.2.2013.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Oração pelos escravizados



      
Querido Jesus:
       recordando-me dos escravos negros que foram libertados, embora a permanência de alguns fatores que a ignorância engendra,
impedindo a plenitude da raça, eu Te quero rogar:
       por aqueles que continuam escravos da prepotência;
       os que se demoram escravizados aos vícios degradantes;
       os que se deixam escravizar pelas paixões selvagens;
       aqueles que escravizaram os sentimentos ao ódio, ao ciúme, à inveja, ao orgulho;
       aqueles que jazem escravizados aos desejos infrenes e vãos;
       aqueles que teimam em manter-se escravos da violência e da belicosidade;
       os que se facultam a escravidão dos sentidos como se a vida se reduzisse apenas às fantasias e ilusões;
       os que continuam na escravidão do remorso perturbador;
       os que estão escravizados às doenças degenerativas em dolorosa rebeldia;
       os que correm pelas furnas da alienação escravizadora;
       os que ainda preferem a escravidão nas sombras...
       São tantas as formas de escravidão que predominam na Terra!
       Buscamos-Te, porque reconhecemos seres o Libertador de todos quantos Te procuram, aguardando somente a decisão de cada
um.
       Enquanto no mundo ainda se demoram as escravidões políticas, raciais, religiosas, sociais, evocamos aqueles que tiveram
a coragem de proclamar a liberdade dos seus irmãos sem quaisquer condições, e oramos em favor dos escravos na Terra, suplicando-Te,
em nome do Amor, que os ajudes quanto antes na sua libertação.
Iolanda  Brasil
(De “Antologia Espiritual”, de Divaldo Pereira Franco, por Diversos Espíritos)
__._,_.___

domingo, 10 de março de 2013

DA VIDA, UMA PRECE


 
Encontramos, no seio de praticamente todas as religiões, o exercício salutar da prece.
 
Em algumas, tal prática apresenta-se na forma de mantras. Em outras, de cântico. Ou, ainda, de rogativa.
 
Entretanto, independentemente da forma, a prece sempre tem como objetivo ligar a criatura ao Criador.
 
A prece é um ato de adoração. Orar a Deus é pensar nEle; é aproximar-se dEle; é pôr-se em comunicação com Ele. A três coisas podemos propor-nos por meio da prece: louvar, pedir e agradecer.
 
Louvar a Deus significa reconhecer nEle a fonte de toda vida, de toda a criação. É observarmos tudo o que nos cerca – as plantas, os animais, nosso próximo – e enxergarmos neles a assinatura Divina, o traço que Deus deixa em cada uma de Suas criaturas.
 
Uma prece de louvor é feita mais do que com palavras. Pode ser expressa em atitudes.
 
Quando louvamos, reconhecendo, em tudo o que nos cerca, a mão do Criador, torna-se impossível não expressarmos gratidão a Deus por todo amor que Ele nos oferece, em todas as circunstâncias do viver.
 
Amor esse que se manifesta através das mais variadas expressões: o ar que respiramos, o alimento que temos em nossas mesas, a família que nos acolhe, a casa que nos abriga, os amigos que nos fortalecem.
 
O companheiro ou companheira que divide a vida conosco, os filhos que nos são dados ao coração, as oportunidades diárias de progresso intelecto-moral, a conquista das virtudes que nos aproximam da paz e da felicidade.
 
E, quando brota em nossas almas o sentimento que nos leva a louvar e a agradecer, o gesto de pedir modifica-se.
 
Nossas rogativas já não são mais baseadas nas ilusões da matéria, nem tampouco no orgulho que confunde nossas escolhas.
 
Nossas decisões tornam-se mais maduras, pois começamos a compreender as leis que regem toda a Criação.
 
Já não mais rogamos a Deus que solucione nossos problemas, dificuldades e sofrimentos.
 
Antes, pedimos ao Senhor da vida que nos conceda a sabedoria, a resignação e a humildade para que, além de poder superá-los, possamos aprender com as preciosas lições que acompanham cada momento.
 
Entrarmos em comunicação com Deus significa fazermos, diariamente, de nossa vida uma prece.
 
E a prece se faz em cada gesto de abnegação, de renúncia, de fé.
 
A prece se faz quando olhamos para aquele que sofre, para aquele que passa fome, para aquele que não tem onde morar e, desinteressadamente, lhe estendemos a mão que ajuda, o ombro que consola, o abraço que afaga, a palavra que une.
 
A prece se faz quando perdoamos quem nos fere e somos capazes de pedir perdão àquele que ferimos.
 
A prece se faz quando nos reconhecemos parte integrante de toda a Criação, de todo o equilíbrio universal e, dessa forma, tomamos para nós a responsabilidade de contribuirmos para a construção de um mundo melhor.
 
* * *
 
Na oração a criatura suplica e se apresenta a Deus. Pela inspiração profunda e reconfortante responde o Senhor e se revela ao aprendiz.
 
Pensemos nisso.
 
Redação do Momento Espírita, com citação do item 659, de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. Feb e pensamento final do verbete Oração, do livro Repositório de sabedoria, v. 2, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
 
Em 2.3.2013.
 
* * *
 
 
Estudo relacionado a este texto: A PRECEhttp://www.aeradoespirito.net/EstudosEM/A_PRECE.html

MULHERES


 
No mundo existem diversos tipos de mulheres. Existem as que curam com a força do seu amor e as que aliviam dores com a sua compaixão. Foram exemplos Irmã Dulce, na Bahia e Madre Tereza, na Índia.
 
Existem mulheres que cantam o que a gente sente e as que escrevem o que a gente sente.
 
Há muitas mulheres glamourosas, como o foi Lady Di e mulheres maravilhosas que deixam lições eternas, como Eunice Weaver e Madame Curie.
 
Existem mulheres que fazem rir, e mulheres talentosas no Teatro, nas telas dos cinemas, nos palcos do Mundo.
 
Entre tantos tipos de mulheres existem as que não são  conhecidas ou famosas. Mulheres que deixam para trás tudo o que têm, em busca de uma vida nova. Lembramos das nossas nordestinas e sua luta constante contra a adversidade, para que os filhos sobrevivam.
 
Mulheres que todos os dias se encontram diante de um novo começo, que sofrem diante das injustiças das guerras e das perdas inexplicáveis, como a de um filho amado, pela tola disputa de um pedaço de terra, um território, um comando.
 
Mães amorosas que, mesmo sem terem pão, dão calor e oferecem os seios secos aos filhos famintos. Mulheres que se submetem a duras regras para viver.
 
Mulheres que se perguntam todos os dias, ante a violência de que são vítimas, qual será o seu destino, o seu amanhã.
 
Mulheres que trazem escritos nos sulcos da face, todos os dias de sua vida, em multiplicadas cicatrizes do tempo.
 
Todas são mulheres especiais. Todas, mulheres tão bonitas quanto qualquer estrela, porque lutam todos os dias para fazer do mundo um lugar melhor para se viver.
 
Entre essas, as que pegam dois ônibus para ir para o trabalho e mais dois para voltar. E quando chegam em casa, encontram um tanque lotado de roupa e uma família morta de fome.
 
Mulheres que vão de madrugada para a fila a fim de garantir a matrícula do filho na escola.
 
Mulheres empresárias que administram dezenas de funcionários de segunda a sexta e uma família todos os dias da semana.
 
Mulheres que voltam do supermercado segurando várias sacolas, depois de ter pesquisado preços e feito malabarismo com o orçamento.
 
Mulheres que levam e buscam os filhos na escola, levam os filhos para a cama, contam histórias, dão beijos e apagam a luz.
 
Mulheres que lecionam em troca de um pequeno salário, que fazem serviço voluntário, que colhem uvas, que operam pacientes, que lavam a roupa, servem a mesa, cozinham o feijão e trabalham atrás de um balcão.
 
Mulheres que criam filhos, sozinhas, que dão expediente de oito horas e ainda têm disposição para brincar com os pequenos e verificar se fizeram as lições da escola, antes de colocá-los na cama.
 
Mulheres que arrumam os armários, colocam flores nos vasos, fecham a cortina para o sol não desbotar os móveis, mantêm a geladeira cheia.
 
Mulheres que sabem onde está cada coisa, o que cada filho sente e qual o melhor remédio para dor de cotovelo do adolescente.
 
Podem se chamar Bruna, Carla, Teresa ou Maria. O nome não importa. O que importa é o adjetivo: mulher.
 
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A tarefa da mulher é sempre a missão do amor, estendendo-se ao infinito. Tal tarefa pode ser executada no ninho doméstico, entre as paredes do lar, na empresa, na universidade, no envolvimento das ciências ou das artes.
 
Onde quer que se encontre a mulher, ali se deverá encontrar o amor, um raio de luz, uma pétala de flor, um aconchego, um verso, uma canção.
 
Equipe de Redação do Momento Espírita, a partir de mensagens intituladas “Quem é o mulherão?” e “Mulheres”, cujas autorias são desconhecidas pela Equipe.
 
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8 de março
Dia Internacional da Mulher