quinta-feira, 25 de abril de 2013

“ ÁGUA ESTAGNADA MANCHA A SUA NATUREZA. “



      
A Natureza — como a própria vida — é dinâmica, ativa, mutável.
       Nós seres humanos, devido a um medo natural diante de mudanças, estamos sempre buscando segurança na rotina, na repetição; enfim, numa desejada mais impossível imutabilidade das pessoas, coisas e situações.
       Se observarmos com atenção o nosso dia-a-dia, e o de outras pessoas, veremos que é da natureza das coisas as alterações eventuais, em função do processo evolutivo. A mola propulsora dessas mudanças tem sido a necessidade.
       É por sua causa que buscamos novos lugares para residir, novos afazeres, novas oportunidades e experiências.
       Quando a nossa vida começa a estagnar-se qual água parada é hora de dar um balanço e ver se não há nada a ser mudado, do contrário, as forças que engendram as transformações serão acionadas no devido tempo, empurrando-nos para as coisas novas, indispensáveis ao progresso moral e intelectual do Espírito.


(De “Dia a Dia — Conceitos para viver melhor — de Paulo R. Santos.”)

quarta-feira, 24 de abril de 2013

AGORA




Agora,  eis  o  momento
Da  melhora  que  buscas.

De  nada  te  lastimes.
Ontem  não  mais  existe.

De  tudo  o  que  se  foi,
Só  a  lição  perdura.

Renova-te  e  caminha,
Sob  o  eterno  presente.

Olha  o  tronco  podado
Lançando  ramos  novos.

Não  pares,  segue  e  serve.
Deus  cuidará  de  ti.

(De “Espera servindo”, de Francisco Cândido Xavier,
pelo Espírito Emmanuel)
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segunda-feira, 22 de abril de 2013

A TORRE



“Pois qual de vós, querendo edificar uma torre, não se assenta primeiro a fazer as contas dos gastos para ver se tem com que a acabar?” – Jesus – Lucas, 14:28.

Constitui objeto de observação singular as circunstâncias do Mestre se referir, à essa altura dos ensinamentos evangélicos, à uma torre, quando deseja simbolizar o esforço de elevação espiritual por parte da criatura.
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        A torre e a casa são construções muito diversas entre si.
        A primeira é fortaleza, a segunda é habitação.
        A casa proporciona aconchego, a torre dilata a visão.
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        Um homem de bem, integrado no conhecimento espiritual e praticando-lhe os princípios sagrados está em sua casa, edificando a torre divina da iluminação, ao mesmo tempo.
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        Em regra vulgar, porém, o que se observa no mundo é o número espontâneo de pessoas que nem cuidaram ainda da construção da casa interior e já falam calorosamente sobre a torre, de que se acham distantes.
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        Não é fácil o serviço profundo da elevação espiritual, nem é justo apenas pintar projetos sem intenção séria de edificação própria.
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        É indispensável refletir nas contas, nos dias ásperos de trabalho, de autodisciplina.
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        Para atingir o sublime desiderato, o homem precisará gastar o patrimônio das velhas arbitrariedades e só realizará esses gastos com um desprendimento sincero da vaidade humana e com excelente disposição para o trabalho da elevação de si mesmo, a fim de chegar ao término, dignamente.
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        Queres construir uma torre de luz divina?
        É justo. Mas não comeces o esforço, antes de haver edificado a própria casa íntima.
(De “Alma e Luz”, de Francisco Cândido Xavier, pelo Espírito Emmanuel)
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sexta-feira, 19 de abril de 2013

HONESTIDADE VAI BEM




Redação do Momento Espírita

Uma cena inusitada e inspiradora no esporte: o atleta queniano, Abel Mutai, medalha de ouro nos três mil metros com obstáculos e campeão olímpico em Londres, estava prestes a ganhar mais uma corrida.

Entrou em um novo setor da prova e, achando que já havia cruzado a linha de chegada, começou a cumprimentar o público, reduzindo o passo.

O segundo colocado, logo atrás, Ivan Fernandez Anaya, vendo que ele estava equivocado e parava dez metros antes da bandeira de chegada, não quis aproveitar a oportunidade para acelerar e vencer.

Ele permaneceu às suas costas, e gesticulando para que o queniano compreendesse a situação, quase o empurrando, levou-o até o fim, deixando que ele conquistasse, então, a merecida vitória – como já iria acontecer se ele não tivesse se enganado sobre o percurso.

Ivan Fernandez Anaya, um jovem corredor de vinte e quatro anos, que é considerado um atleta de muito futuro, ao terminar a prova, disse:

Ainda que tivessem me dito que ganharia uma vaga na seleção espanhola para disputar o campeonato europeu, eu não teria me aproveitado. Acho que é melhor o que eu fiz do que se tivesse vencido nessas circunstâncias.

* * *

Quando começaremos a agir assim, em todas as situações de nossas vidas?

Quando deixaremos de enganar os outros e de enganar a nossa própria consciência?

Teríamos agido dessa forma, em situação semelhante, ou não?

Valerá a pena tudo por uma medalha, por um resultado, por ser proclamado melhor, o número um, nisso ou naquilo?

Valerá tudo para conseguir um emprego, um dinheiro extra, um bom negócio fechado? Será?

A virtude da honestidade diz que não, não vale a pena.

Atuando assim, poderemos ter pequenas e falsas vitórias aqui e ali, mas continuaremos sendo almas derrotadas, pois não vencemos o mundo e suas destemperanças, não vencemos o homem velho e vicioso em nós.

O importante é vencer-se, estando em paz com nossa consciência.

Não basta viver e sobreviver. Citando o grande Sócrates e sua honestidade, quando lhe propuseram a fuga da prisão onde ficou até a morte: O importante não é viver. O importante é bem viver.

Estamos aqui para aprender a bem viver, para vencer quando estivermos preparados para vencer, quando merecermos a vitória.

Participar desses jogos baixos do mundo, dessas manipulações de mentes, de esquemas etc., é permanecer pequeno, é congelar a evolução moral do Espírito.

Ser honesto é vivenciar a verdade em todas as circunstâncias, a verdade que, segundo o Mestre, nos libertará – libertará da ignorância e do sofrimento.

* * *

Um gesto de honestidade vai muito bem.

Vai muito bem em casa, quando confessamos o que vai em nosso coração, quando não desejamos esconder nada de ninguém.

Vai muito bem nas relações sociais, quando atuamos com justiça, com probidade, dando a cada um o que é seu de direito, nunca admitindo passar alguém para trás.

Vai muito bem no casamento, toda vez que honramos o compromisso com o outro, jamais praticando algo que não gostaríamos que praticassem conosco.

Vai muito bem sempre.

Haverá dia em que honestidade não precisará mais ser considerada virtude a ser conquistada, pois seremos todos honestos por natureza.

Redação do Momento Espírita.