Ismael de Almeida
Neste final de ciclo, e transição planetária, a incerteza punge e tudo parece
fremir de imagens sem contorno e consistência.
A atmosfera psíquica do orbe sinaliza para os mais sensíveis, nuvens de
tempestades que obscurecem o horizonte, prenunciando acontecimentos
angustiantes.
A inquietude fez morada em corações desalentados! E aquela incontrolável
sensação de medo pressagia, tormentas internas e externas, na intimidade do ser
humano, e nas entranhas da Mãe Terra. Os corações estão vazios de amor, e a
compaixão ainda não veio visitar a humanidade, que caminha a esmo, cambaleante
por falta de fé, com sonhos partidos, na busca de “não sabe o que...”
O conflito aninhou nos corações e depois de florescer em desalentos escapou
para o coração da humanidade. Deus nunca esteve tão presente nos lábios, e tão
distante das almas humanas, que navegam em veleiro de velas rotas em mar
agitado, sem rumo em busca de porto seguro, que não se sabe se chega lá ou se
ele existe. O conflito entre duas faces, que frente a frente se desafiam, a
face da alma humana e a face do anjo solar, e tudo ocorre dentro do mundo
interno de cada ser humano. Conflito interno que gerou conflito externo. Tudo
tem nascença no coração do homem e tudo volta para o mesmo ponto de partida, no
girar da RODA da vida. No ciclo cósmico o ponto de partida é o mesmo do ponto
de chegada. E o homem percorre a trajetória da vida semeando espinhos, e no
retorno encontrará espinheiros.
O homem inimizou-se consigo próprio, enraiveceu-se contra seu irmão, esquecendo
que todo ser humano teve origem no seio do CRIADOR, e estendeu esta raiva até
mesmo contra sua Mãe Terra, que ele nunca amou e nem ama, porque a fere
constantemente na sua frígida indiferença.
Deus deu ao homem uma linda mansão cósmica, para que ele a protegesse com amor,
e fizesse dela um paraíso, mas ingrato e descuidado ele feriu sua proporia mãe,
homicida cruel, que espalha dor e destruição em tudo que toca. As mãos que
foram feitas pela BONDADE celeste, para que ela embelezasse a sua linda
moradia, sua vivenda cósmica, mas as mãos são utilizadas para espalhar
fealdades, espectros tortos e deformados, nascido de mente escura e
separatista.
A pobreza das favelas, antro de horror, nascido da miséria, alia-se a miséria
humana, dos moradores de suntuosas mansões, que ostentam luzes símbolo de
abundancia e poder, mas que trazem na alma humana, uma escuridão que dá medo.
O homem expande o que abunda em seu coração, uma fria morada de dor e egoísmo
que se aliam, para levar ao exterior, a todo o planeta, uma horrenda prole de
malfeitores, que não podem ser ocultadas pelo fingimento, porque são visíveis,
e são chamadas de ódio, rancor,inveja, maledicência, e se perdem em fila
indiana, quase dá a volta ao mundo, tão grande são as criações da mente humana,
fria e escura, usina de escuridão e maldades sem conta.
O mundo feio deve ser reformado em belezas, e esta reforma deve começar no
coração do ser humano.
O ciclo terminou! A própria alma imortal de cada homem e mulher, habitantes
deste vale de lágrimas, erigiu a SENTENÇA: Basta de ódios e egoísmos, o
Universo exige um mundo de harmonia construído com amor, e quem não cultiva
amor em seu coração, terá que ser despejado para um mundo apropriado condizente
com seu coração. Os de corações gelados serão agrupados com semelhantes, os
maledicentes da mesma forma igual aos corruptos e usurpadores do bem comum, que
foram roubados do celeiro coletivo, para suas arcas, mofadas e mal cheirosas.
O momento é de reflexão!
O momento é solene!
Quando a dor chegar e pegar os indiferentes, presos no visgo de suas maldades,
não adianta pusilanimidade, a vida não se deixa enganar!
O universo não aceita enganação, apenas espera com paciência, o rodar da Vida,
no seu ciclo especifico. O ciclo terminou, o momento é de transição. Cada um
mostrará com clareza o que abriga em seu coração, se for amor, ficará com amor,
se for ódio e sua prole de malfeitores, buscarão seus afins nos mundos mortos
do espaço sideral, o bem atrai o bem o mal atrai o mal, é a BOA LEI, ordenada
pelo CRIADOR.
Não obstante nenhuma alma humana será condenada eternamente; uma vez purgado o
ranço do seu interior, em ciclos de dor e sofrimento, se a lição da BONDADE for
aprendida, a bondade no futuro abrirá seus braços para agasalhar a alma que se
perdeu, nos caminhos do mal.
Reflita e pondere!