quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

PRECE ANTES E DEPOIS

Antes de observar a presença do mal, roga ao Senhor para que teus olhos se habituem à fixação do bem, a fim de que depois não se te converta a oração em requerimento desesperado.
        Antes de assinalar a frase caluniosa ou irrefletida, pede ao Senhor para que teus ouvidos saibam escutar para o auxílio fraterno, a fim de que depois não se te transforme a prece em apelo sombrio.
        Antes de caminhar na direção do poço em que se adensam as águas turvas da crueldade, implora ao Senhor para que teus pés se mantenham na movimentação do trabalho digno, a fim de que depois não se te transfigure a petição em grito blasfematório.
        Antes de considerar a ofensa do próximo, solicita ao Senhor te ilumine o coração para que saibas exercer a caridade genuína  do entendimento e do perdão sem reservas, a fim de que depois não se te expresse a rogativa por labéu de remorso e maldição.
        Todos fazemos preces, depois que o sofrimento nos convoca à expiação regenerativa, quando o processo de nossas defecções morais já coagulou em torno de nosso espírito o cáustico da aflição com que havemos de purificar os tecidos da própria alma.
        Todavia, quão raras vezes oramos antes da luta, vacinando o sentimento contra a sombra da tentação!...
        Saibamos louvar a Bondade e a Sabedoria de Deus, em todos os passos da vida, rendendo graças pela flor e pelo espinho, pela facilidade e pelo obstáculo, pela alegria e pela dor, pela fartura e pela carência.
        Agradecendo ao Céu as lições diminutas de cada instante da marcha, aprenderemos a tecer com as pequeninas vitórias de cada dia o triunfo sublime que, na grande angústia, erguer-nos-á para a alegria soberana capaz de levantar-nos para sempre à plena luz da imortalidade.
Emmanuel
(De “Mãos marcadas”, de Francisco Cândido Xavier – Espíritos diversos)

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

EM TUDO DAÍ GRAÇAS


        As estrelas cintilam no infinito em distâncias imensuráveis, no entanto, a luz que despedem são gotas de esperança que alegram e despertam em todos os homens a esperança que renova.
       Os problemas individuais, nacionais e internacionais das criaturas, ao serem analisados, nos incomodam sobremaneira, porém, quando nos aprofundamos mais pelas leis justas de Deus, encontramos respostas para todas as questões e os acontecimentos passam a enriquecer nossas experiências.
       Os esgotos nas grandes cidades podem causar asco às criaturas que os observam, não obstante, constituem o método mais seguro de limpeza da comunidade, mostrando que o asseio embeleza a vida.
       A destruição de velhas casas em uma metrópole nos deixa uma impressão de desarmonia, entretanto, logo no mesmo local se levantam imponentes edifícios.
       A lavoura, no princípio, dá a ideia de destruição das matas e em muitos casos o fogo destrói até vidas que, por direito natural, ali residiam, mas, com o tempo surgem as plantações, de sorte a nos mostrar pelas colheitas a alimentação para os homens e animais.
       As águas são disciplinadas em reservatórios gigantescos e conduzidas em canos incontáveis, para depois servirem à coletividade em todos os seus afazeres e não higiene dos seres humanos.
       Os animais são domesticados, pela inspiração do progresso.
       Os próprios homens são instruídos e educados por diversos métodos e, em muitos deles, a dor se salienta mais, mas é para o seu próprio crescimento espiritual e moral.
(Página recebida em 15/08/84, no Centro Espírita Ismênia de Jesus, Ribeirão Preto, SP).
(De “Páginas Esparsas 4”, de João Nunes Maia, pelo Espírito Lancellin)