quarta-feira, 13 de março de 2013

O BEIJO DO GESTO




        A vida é ciência profunda. Quando os homens valorizam os próprios gestos, veem o quanto podem fazer-lhes bem tal atitude, pois estão sendo ajudados com o beijo do próprio movimento.
        O olhar, quando manifesta a grandeza da alma, cura e fornece força em todas as direções, de sorte a cooperar para o bem estar dos que sofrem as doenças de todos os matizes.
        Uma carícia de valores indescritíveis, o gesto, quando usado no momento certo, quando trabalhado na área da psicologia na suavidade das mãos ao tocar o companheiro sofredor, desperta o ser humano para novas forças, levando-lhe novo ânimo de viver, predispondo-o aos agentes de saúde de, quais sejam, o remédio e o próprio tempo.
        Afaga, meu filho, o teu companheiro, nos momentos de angústia. Não te esqueças, de teus filhos, dos conselhos que eles deverão receber.
        Reserva algum tempo para conversar com tua mãe, pois ela foi o médium por onde surgiu o milagre da tua vida física.
        Procura teu Pai, que te criou, e dá a ele o alimento da palavra. Todos gostam de ouvir os filhos, principalmente quando esses sabem falar com proveito. Não deves esquecer o beijo para a vovó e o vovô, que esperam ansiosos a presença dos netos para o aconchego de luz.
        Aos companheiros que passam, o sorriso ou o aperto de mão. Esse gesto faz parte da fraternidade, levamos ao amor ao próximo, depois do amor a Deus.
        Alguns podem não acreditar em nossas palavras, por terem pertencido, na última encarnação, à uma raça esquecida do amor e do Cristo.
        Na verdade, porém, quando ouvia falar da nação brasileira, sentia uma saudade que me comovia em todos os sentimentos. Era diferente dos outros, só que guardava tudo aquilo em silêncio.
        Tivemos a felicidade, depois do túmulo, de conhecer e viver os nossos sonhos. Estamos felizes em trabalhar nos céus desta pátria, que está caminhando para o reino da justiça e do amor, da caridade e do perdão.
        O Brasil, pelos gestos de milhares de brasileiros, encontra-se em plena oração, pedindo a Deus a renovação dos povos. E é deste pedido que fazemos parte nos Céus do Cruzeiro.
        É neste mesmo ambiente que escrevemos aos companheiros da Terra para trabalharmos juntos e juntos orarmos a Jesus, esperando receber de Deus, pelas mãos da natureza, o beijo do gesto que a orientação nos envia pela lei da vida.
        O Cristo prometeu que voltaria e já voltou no ambiente de uma Doutrina, para ficar eternamente com a humanidade.
        Neste país abençoado, até o vento, ao nos roçar, fala do Evangelho, beijando-nos pelos raios de luz do próprio sol.

(De “Flor de Vida”, de João Nunes Maia, pelo Espírito Scheilla)
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terça-feira, 12 de março de 2013

COMPROMETIMENTO

 
Se quando a nota musical fosse convocada pelo artista para uma composição, ela dissesse: Não é uma nota que faz a música, não nasceriam sinfonias e o homem jamais poderia se extasiar com a música que lhe enche os ouvidos e a alma.
 
Se quando a palavra fosse convidada a ser escrita, ela dissesse: Não é uma palavra que faz uma página, não existiriam livros, que beneficiam tantas vidas.
 
Se quando o construtor buscasse a pedra, ela dissesse: Não há pedra que possa montar uma parede, não haveria casas, edifícios, construções tão espetaculares, que parecem desafiar o homem.
 
Se quando a gota caísse sobre a terra, dissesse: Uma gota d’água não faz um rio, não haveria rios, lagos, mares e oceanos.
 
Se nas mãos do semeador, o grão dissesse: Não é um grão que semeia um campo, não haveria colheitas abundantes e messes fartas.
 
Se o homem simplesmente considerar que não é um gesto de amor que pode salvar a Humanidade, jamais haverá justiça, paz, dignidade e felicidade na Terra.
 
Assim como as sinfonias precisam de cada nota, assim como o livro precisa de cada palavra, não sendo nenhuma dispensável; assim como as construções precisam de cada pedra no seu exato lugar; assim como os rios, lagos, mares e oceanos precisam de cada gota d’água; assim como a colheita precisa de cada grão, a Humanidade precisa de você.
 
Exatamente! De você! Onde estiver, único e, portanto, insubstituível.
 
E Deus conta com sua participação ativa nesta sinfonia espetacular que é a vida, para tocar com sua harmonia, a musicalidade da sua voz, os corações aflitos e lhes acalmar as dores.
 
Deus conta com sua palavra de bom ânimo e encorajamento para erguer os caídos nas estradas do desespero.
 
Deus conta com as pedras da sua construção ativa nas boas obras para que muitos dos Seus filhos não morram de fome, nem padeçam frio, nas estreitas vielas da amargura e do abandono.
 
Deus conta com a gota d’água da sua boa vontade para modificar os painéis de sofrimento nas estradas por onde seguem os seus pés.
 
Deus conta com o grão especial da sua paciência para semear a serenidade, no campo das lutas diárias dos homens que ainda não descobriram que suas vidas devem ser muito mais do que simplesmente dominar o mercado financeiro, vencer os adversários em um jogo ou ganhar na cotação da Bolsa de Valores.
 
Deus conta com o seu gesto de amor, onde esteja, para falar e agir com justiça, para semear a paz, para viver com dignidade e mostrar que é possível, sim, ser feliz na Terra, ainda hoje.
 
Porque a maior felicidade consiste em saber descobrir a felicidade nos olhos da gratidão alheia, na prece infantil que brota da alma da criança a quem ensinamos a buscar Deus; nas mãos envelhecidas no trabalho que buscam as nossas para um aperto silencioso, significativo, sincero.
 
* * *

O mundo precisa do nosso comprometimento para ser o mundo que todos queremos, desejamos e aguardamos.
 
Não esperemos pelos outros.
 
Distribuamos hoje, agora, a nossa nota de esperança, a nossa palavra de fé, a nossa gota de amor, nosso grão de solidariedade.
 
O mundo espera. As criaturas precisam e Deus conta conosco.
 
Redação do Momento Espírita, com base em artigo de autoria ignorada.
 
Em 26.2.2013.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Oração pelos escravizados



      
Querido Jesus:
       recordando-me dos escravos negros que foram libertados, embora a permanência de alguns fatores que a ignorância engendra,
impedindo a plenitude da raça, eu Te quero rogar:
       por aqueles que continuam escravos da prepotência;
       os que se demoram escravizados aos vícios degradantes;
       os que se deixam escravizar pelas paixões selvagens;
       aqueles que escravizaram os sentimentos ao ódio, ao ciúme, à inveja, ao orgulho;
       aqueles que jazem escravizados aos desejos infrenes e vãos;
       aqueles que teimam em manter-se escravos da violência e da belicosidade;
       os que se facultam a escravidão dos sentidos como se a vida se reduzisse apenas às fantasias e ilusões;
       os que continuam na escravidão do remorso perturbador;
       os que estão escravizados às doenças degenerativas em dolorosa rebeldia;
       os que correm pelas furnas da alienação escravizadora;
       os que ainda preferem a escravidão nas sombras...
       São tantas as formas de escravidão que predominam na Terra!
       Buscamos-Te, porque reconhecemos seres o Libertador de todos quantos Te procuram, aguardando somente a decisão de cada
um.
       Enquanto no mundo ainda se demoram as escravidões políticas, raciais, religiosas, sociais, evocamos aqueles que tiveram
a coragem de proclamar a liberdade dos seus irmãos sem quaisquer condições, e oramos em favor dos escravos na Terra, suplicando-Te,
em nome do Amor, que os ajudes quanto antes na sua libertação.
Iolanda  Brasil
(De “Antologia Espiritual”, de Divaldo Pereira Franco, por Diversos Espíritos)
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domingo, 10 de março de 2013

DA VIDA, UMA PRECE


 
Encontramos, no seio de praticamente todas as religiões, o exercício salutar da prece.
 
Em algumas, tal prática apresenta-se na forma de mantras. Em outras, de cântico. Ou, ainda, de rogativa.
 
Entretanto, independentemente da forma, a prece sempre tem como objetivo ligar a criatura ao Criador.
 
A prece é um ato de adoração. Orar a Deus é pensar nEle; é aproximar-se dEle; é pôr-se em comunicação com Ele. A três coisas podemos propor-nos por meio da prece: louvar, pedir e agradecer.
 
Louvar a Deus significa reconhecer nEle a fonte de toda vida, de toda a criação. É observarmos tudo o que nos cerca – as plantas, os animais, nosso próximo – e enxergarmos neles a assinatura Divina, o traço que Deus deixa em cada uma de Suas criaturas.
 
Uma prece de louvor é feita mais do que com palavras. Pode ser expressa em atitudes.
 
Quando louvamos, reconhecendo, em tudo o que nos cerca, a mão do Criador, torna-se impossível não expressarmos gratidão a Deus por todo amor que Ele nos oferece, em todas as circunstâncias do viver.
 
Amor esse que se manifesta através das mais variadas expressões: o ar que respiramos, o alimento que temos em nossas mesas, a família que nos acolhe, a casa que nos abriga, os amigos que nos fortalecem.
 
O companheiro ou companheira que divide a vida conosco, os filhos que nos são dados ao coração, as oportunidades diárias de progresso intelecto-moral, a conquista das virtudes que nos aproximam da paz e da felicidade.
 
E, quando brota em nossas almas o sentimento que nos leva a louvar e a agradecer, o gesto de pedir modifica-se.
 
Nossas rogativas já não são mais baseadas nas ilusões da matéria, nem tampouco no orgulho que confunde nossas escolhas.
 
Nossas decisões tornam-se mais maduras, pois começamos a compreender as leis que regem toda a Criação.
 
Já não mais rogamos a Deus que solucione nossos problemas, dificuldades e sofrimentos.
 
Antes, pedimos ao Senhor da vida que nos conceda a sabedoria, a resignação e a humildade para que, além de poder superá-los, possamos aprender com as preciosas lições que acompanham cada momento.
 
Entrarmos em comunicação com Deus significa fazermos, diariamente, de nossa vida uma prece.
 
E a prece se faz em cada gesto de abnegação, de renúncia, de fé.
 
A prece se faz quando olhamos para aquele que sofre, para aquele que passa fome, para aquele que não tem onde morar e, desinteressadamente, lhe estendemos a mão que ajuda, o ombro que consola, o abraço que afaga, a palavra que une.
 
A prece se faz quando perdoamos quem nos fere e somos capazes de pedir perdão àquele que ferimos.
 
A prece se faz quando nos reconhecemos parte integrante de toda a Criação, de todo o equilíbrio universal e, dessa forma, tomamos para nós a responsabilidade de contribuirmos para a construção de um mundo melhor.
 
* * *
 
Na oração a criatura suplica e se apresenta a Deus. Pela inspiração profunda e reconfortante responde o Senhor e se revela ao aprendiz.
 
Pensemos nisso.
 
Redação do Momento Espírita, com citação do item 659, de O Livro dos Espíritos, de Allan Kardec, ed. Feb e pensamento final do verbete Oração, do livro Repositório de sabedoria, v. 2, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
 
Em 2.3.2013.
 
* * *
 
 
Estudo relacionado a este texto: A PRECEhttp://www.aeradoespirito.net/EstudosEM/A_PRECE.html