quarta-feira, 3 de abril de 2013

MUNDO DIGITAL





A cena é comum nos dias de hoje: reuniões sociais e profissionais, nas quais as pessoas ficam grande parte do tempo conectadas aos seus telefones móveis.

Quando chegam aos lugares, vão logo depositando à mesa o acessório e a partir daí, fica dividida a atenção. É um olho no ambiente e outro na tela do aparelho.

Parece até que tem um poder magnético, pois as pessoas são capazes de olhar mais para ele do que umas para as outras.

Estando sozinhos, a impressão que se tem é que o referido instrumento é capaz de fazer companhia ao indivíduo, substituindo a presença física de um amigo.

Quando funcionavam simplesmente como telefones não eram tão invasivos, mas hoje o seu uso está muito ampliado. Na ânsia de nos mantermos conectados com o mundo, por vezes, nos esquecemos de quem está ao nosso lado.

Priorizamos a necessidade de receber uma notícia importante, de enviar ou receber alguma mensagem ou fazer consulta para esclarecer dúvidas.

São os novos hábitos sociais.

Infelizmente, eles partem as pessoas ao meio. Metade do indivíduo fica presente e a outra metade fica ligada ao aparelho e a tudo que ele proporciona.

Temos consciência de que todo progresso tecnológico, quando empregado para o bem, traz alegria e conforto à humanidade.

São muitas as facilidades que essa nova tecnologia nos possibilita e abrir mão delas está fora de questão.

A reflexão é no sentido de utilizá-la da forma mais conveniente, com moderação e respeito aos que nos cercam.

É certo que esses aparelhos, que estão facilmente ao nosso alcance, nos trazem informações necessárias. Mas, devemos ter cuidado para que eles não interfiram em momentos fundamentais aos relacionamentos.

Estejamos atentos à forma como temos utilizado esses recursos.

Não deixemos jamais de valorizar a companhia de quem está ao nosso lado, de olhar nos olhos durante um diálogo, de escutar o outro com atenção, de se fazer presente e curtir o momento em que estamos vivendo essa ou aquela situação.

Procuremos não dar maior importância a esses aparelhos, em detrimento da atenção que possamos oferecer a quem está próximo de nós.

Os momentos passam e não voltam. Todos eles são importantes para fortalecer os vínculos afetivos que existem nos relacionamentos.

As mensagens, pesquisas, informações e tudo mais, muitas vezes, podem esperar.

* * *

Qualquer processo de reeducação é sempre mais trabalhoso do que a educação pura e simples, pois implica em deixarmos hábitos enraizados e substituí-los por outros.

Se já nos deixamos levar por esses costumes inadequados, busquemos modificá-los.

Nessa época de tecnologia avançada e de cibernética, trabalhemos em nós mesmos a capacidade de vivenciar integralmente os relacionamentos pessoais.

Busquemos desligarmo-nos do que está distante para valorizarmos e nos ligarmos verdadeiramente em quem está conosco aqui, agora.

Aproveitemos cada minuto com os amores, os afetos. Isso é insubstituível e poderá não se repetir.

Pensemos nisso: o momento é agora, enquanto estão conosco.

Redação do Momento Espírita.

quinta-feira, 28 de março de 2013

FELIZ PÁSCOA!


OBJETIVOS PARA VIVER



 
Existir significa ter vida, fazer parte do Universo, contribuir para a harmonia do Cosmo.
 
Assim, a vida que pulsa na intimidade de cada um de nós é convite de Deus para nos integrarmos a Ele, ao Universo, visto sermos dEle os filhos diletos.
 
E a busca por um sentido, por entender a vida com um significado especial, é a força propulsora para o progresso.
 
Todo aquele que encontra um objetivo para viver, sejam seus ideais, suas necessidades ou mesmo suas ambições, terá em sua vida um sentido maior.
 
Mesmo sob cruciais e pesadas tormentas, o objetivo a se alcançar será sempre a mola propulsora.
 
Afinal, quando se tem o porquê viver, a forma como se vive, até que se atinja o objetivo desejado, torna-se secundária.
 
Viktor Frankl, psiquiatra judeu, afirmou que somente venceu os suplícios dos campos de concentração da Segunda Guerra Mundial porque conseguiu encontrar um nobre objetivo para quando saísse de lá.
 
Ele tinha três razões para viver: sua fé, sua vocação e a esperança de reencontrar a esposa. Ali onde tantos perderam tudo, Frankl reconquistou não somente a vida, mas algo maior.
 
Assim, enquanto tantos resvalavam na fuga pelo suicídio, nos dias de confinamento, ele superou as dores físicas e morais, ao se apoiar nos objetivos que se propôs alcançar.
 
Thomas Alva Edison, após mais de dois mil experimentos, mantinha o mesmo ânimo na busca de soluções para a criação da lâmpada elétrica, impulsionado que estava pelo objetivo da descoberta e da criação.
 
Muitos aposentados e idosos, depressivos diversos, que se neurotizaram, recuperam-se através do serviço ao próximo, da autodoação à comunidade, do labor em grupo, sem interesse pecuniário, reinventando razões e motivos para serem úteis, assim rompendo o refúgio sombrio da perda do sentido existencial.
 
Sem meta não se vive. Mas essa se trata sempre de um sentido pessoal, que ninguém pode oferecer e que é particular a cada qual.
 
Não por outra forma que, comumente, pessoas atuantes, vibrantes, quando perdem o objetivo pelo qual pautavam a vida, resvalam nos sombrios caminhos da depressão.
 
Assim, cabe a cada um de nós não se esquecer do significado maior da vida. Se os parâmetros externos modificam-se, se a vida se altera, é natural que nossos objetivos também sigam curso semelhante.
 
Porém, não esqueçamos que será sempre objetivo de todos nós a busca da construção íntima através do desenvolvimento intelectual e das conquistas morais.
 
Será a conjugação desses dois valores que proporcionarão bem-estar interior e plenitude.
 
Quem percebe a vida como uma oportunidade constante e inesgotável de progresso e conquistas, jamais deixará de possuir objetivos, pois terá como meta maior a construção da plenitude existencial na intimidade da alma.
 
Redação do Momento Espírita, com base no cap. 5, do livro Amor, imbatível amor, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal.
 
Em 1.9.2012.
 
* * *
 
OBJETIVO NATURAL
(Estudo in O Livro dos Espíritos: Elio Mollo)
 
No Universo, tudo se serve, tudo se encadeia por liames que ainda não conseguimos perceber na sua amplidão.

Na Natureza, tudo se harmoniza através de leis gerais e, nessa admirável harmonia que acontece através da solidariedade dos seres que habitam todos os reinos da natureza, eles progridem, se aperfeiçoam, se depuram, concorrendo dessa forma para o cumprimento dos desígnios da Providência.

No Universo a vida é uma ocupação contínua. No momento em que o princípio inteligente atinge o grau necessário para ser Espírito e entra no período de humanidade, a luz, para ele, se mostrará cada vez mais ampla, e ele passará a perceber cada vez melhor que todos devem percorrer os diferentes graus da escala de cada reino ou classe espírita para se aperfeiçoarem e, que ele, qualquer que seja o seu grau de adiantamento, sua situação, estará sempre colocado entre um superior que o guia e aperfeiçoa e um inferior perante o qual terá deveres iguais a cumprir, cujo objetivo natural, é fazer tudo tender na direção da Unidade (Perfeição), conforme se pode observar nas respostas dos Espíritos às questões 540, 558, 561, 566, 573, 604, 607a, 611 e 888a de O Livro dos Espíritos, obra codificada por Allan Kardec.


terça-feira, 26 de março de 2013

COMO CONSOLAR





Como quem se despe num dia de frio, e como vinagre sobre feridas, assim é o que entoa canções junto ao coração do aflito. Pv. 25:20.
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Consolar é uma arte, pode-se dizer, engenhosa, que requer muito discernimento e aplicação das leis que aprendemos no Evangelho de Jesus. O faminto pede com urgência o pão, para depois ouvir conselhos sobre o trabalho.
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Confortar alguém com certos problemas requer muita compreensão. Ensinar pela teoria é muito fácil, mas nos colocando no lugar do sofredor mudamos de opinião e passamos a ajudá-lo de forma diferente, pelo exemplo.
Animar o doente nas horas de angústia é o nosso dever comum, mas, não devemos esquecer dos remédios ou de encaminhá-lo para o melhor tratamento.
Suavizar o desespero dos nus é gesto cristão, porém, ofertar-lhes roupas para vestir é a caridade nas linhas de frente.
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Compensar o sedento com palavras bem postas é muito bom para quem ouve, se primeiro entregarmos em suas mãos um copo de água fresca.
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Consorciemos, pois, com todos os tipos de infortúnios, aliemo-nos com todos os sofredores, sem nos afastarmos dos doentes e famintos de justiça, sem esquecermos que não devemos sofrer com eles, e sim ajudá-los para que eles possam sorrir conosco no empenho com o Cristo.
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A nossa obrigação é ajudar no alívio das criaturas, é fazer qual o cireneu na subida do Calvário, ajudando o Mestre, mas, nunca querer transferir o fardo de alguém para os nossos ombros, pois, já temos os nossos.
Como consolar certo, é uma ciência que depende de muita atenção, da ajuda do raciocínio e da inspiração dos sentimentos elevados, porque somente acertamos quando Deus fala pela nossa boca e, para tanto, preciso é que tenhamos AMOR.
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O consolo referido no versículo de Salomão é como o vento que passa sem qualquer benefício, por não participar das canções, a ação do bem.
(De “Gotas do Bem”, de João Nunes Maia, pelo Espírito Carlos)