quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Coragem




        Conservar a coragem por luz acesa, no centro de nossa alma, é serviço que apenas a fé invencível consegue realizar.
        Coragem de transpor os espinheiros e os charcos da jornada humana...
        Coragem de sorrir compadecidamente para aqueles que nos magoam...
        Coragem para ajudar aos que nos ferem...
        Coragem de recomeçar a construção dos nossos ideais sobre as ruínas de nossos próprios sonhos...
        Coragem de prosseguir amando aqueles que se convertem, irrefletidamente, em adversários gratuitos de nossa paz...
        Coragem de usar a tolerância para com o mal dos outros e de aplicar a justiça para com o mal de nós mesmos...
        É para essa coragem que Jesus nos chama, da cruz de sacrifício em que nos legou o supremo perdão.
        É preciso saber com Ele “tudo perder para tudo encontrar”.
        E, nas chagas de cada dia, sobre a Terra, surpreendemos o abençoado ensejo de alijar as sombrias cargas de nosso pretérito culposo para fruir a verdadeira felicidade a que o Céu nos destina.
        Para alcançarmos semelhante vitória, porém, é necessário que a coragem seja a nossa companheira de todos os instantes no pedregoso caminho de nossa ascenção.
        Não podemos dispensar o bom ânimo nas tarefas a que fomos arrebatados.
        Procuremos observar a vida não como a “existência fragmentária no século”, mas sim em sua totalidade sublime. E estejamos certos de que na contemplação dessa realidade, viveremos conformados ante os Desígnios de Deus que, pouco a pouco, ante a extinção das causas de nossos padecimentos morais, nos modificarão a estrada no rumo bem-aventurado do porvir.
Agar
(De “Relicário de Luz”, de Francisco Cândido Xavier – Autores diversos)
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quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

“Os cães ladram e a caravana passa.”



       Quantas  vezes  nosso  trabalho,  feito  com  a  melhor  das  intenções,  mesmo  que imperfeitamente ou  sem  atender  ao  gosto de   todos,  mas  dentro  de  nossas  possibilidades,  sofre  críticas  injustificadas,  destituídas  de  fundamentação   e,  principalmente,  feitas  muitas  vezes  às  escondidas,  como  se  pretendesse  evitar  a  verdade.
       Diante  de  situações  assim  vale  o  antigo  provérbio  árabe:  “os cães ladram e a caravana passa”.
       A  menos  que  a  crítica  seja  fundamentada,  ou  da  qual  possamos  tirar  algum  proveito  para  o  aperfeiçoamento  de nosso  trabalho  e  proceder,  prossigamos  trabalhando  em  silêncio,  mas  trabalhando,  pois  se  perdermos  tempo  nos  ocupando  com  as  críticas  oriundas  de  quem  está  de  braços  cruzados,  perderemos  oportunidades  preciosas  de  progresso,  além  de  cairmos  no  jogo  destruidor  do  desânimo  que  desmotiva  e  paralisa  nossas  forças.

(De “Dia a Dia” — Conceitos para viver melhor — de Paulo R. Santos)
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terça-feira, 22 de janeiro de 2013

VIDA FELIZ



       Se algum projeto que elaboraste redundou em fracasso, não te aborreças, nem o abandones por isso.
     O aparente fracasso é a forma pela qual a Divindade te ensina a corrigir a maneira de atuar, facultando-te repetir a experiência com mais sabedoria.
     Quem se recusa a reencetar o trabalho, porque foi mal sucedido antes, não merece desfrutar o êxito dos resultados.
     A arte de recomeçar é medida de engrandecimento para quem aspira mais altos cometimentos.
     Ninguém logra respostas felizes, sem as tentativas do insucesso.
     A vida é constituída de lições que se repetem até fixarem-se corretamente.

(De VIDA FELIZ, de Divaldo P. Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

RECANTO DE PAZ




        Há quem pergunte como servir à causa da paz.
        Semelhante tarefa não será privativa daqueles que se encarregam da direção do Mundo?
        A paz do Mundo, no entanto, é a soma de todos os esforços das criaturas, nos domínios da pacificação.
        Reflitamos nisso e atendamos à nossa parte, quanto se nos faça possível.
        Deixa que a fonte do amor se te desate do coração.
        Acende no cérebro a luz do pensamento reto.
        Transforma o trabalho de cada dia num cântico de bênçãos.
        Observa os compromissos assumidos por leis da própria consciência.
        Transita nas vias do bem aos semelhantes.
        Respeito o tipo de existência que os outros escolheram para si mesmos,  como desejas que a tua própria vida seja respeitada.
        Ergue em ti um sinal vermelho para os comentários infelizes.
        Hospitaliza agressores e maldizentes em tua clínica de orações.
        Não desperdices a riqueza do tempo, comprando remorso com queixas inúteis.
        Veste a armadura da paciência para que consigas agir e reagir construtivamente, onde te encontres.
        Instala a boa palavra nas estruturas verbais que te manifestam.
        Ouve com atenção, aguardando sem  pressa a tua vez de falar.
        Não desconsideres pessoa alguma.
        Resguarda no arquivo da prece os obstáculos e problemas que te desagradam, a fim de que não te destaques por motivo de aflição nas estradas alheias.
        Aceitas os outros tais quais são, sem o propósito de corrigi-los ou aperfeiçoá-los à força.
        Aprende com modéstia e ensina sem exigência.
        Auxilia sem cobrança.
        Não solenizes as provações de que necessitas para melhorar o próprio caminho.
        Diante das ofensas, imuniza-te na terapêutica do perdão.
        Espera o momento propício destinado a esclarecer o ponto difícil que haja surgido em teu relacionamento com os demais.
        Não exijas do próximo aquilo que o próximo ainda não possui para dar.
        Não mentalizes o mal com inquietações imaginárias, e sim colabora na construção do melhor que deve acontecer.
        Serve sem dependurar algemas nos pulsos de teus irmãos.
        E, prosseguindo adiante, converter-te-ás em coluna da segurança geral.
        Em verdade, a Divina Providência não pede para que te transformes, de imediato, numa estrela que dissipe as sombras da perturbação onde assombras da perturbação estejam dormindo na Terra. O Céu espera sejas, ainda hoje, onde estiveres, um recanto vivo da paz.

Emmanuel
(De “Diálogo dos Vivos”, de Francisco Cândido Xavier, J. Herculano Pires – Espíritos diversos)