terça-feira, 22 de janeiro de 2013

VIDA FELIZ



       Se algum projeto que elaboraste redundou em fracasso, não te aborreças, nem o abandones por isso.
     O aparente fracasso é a forma pela qual a Divindade te ensina a corrigir a maneira de atuar, facultando-te repetir a experiência com mais sabedoria.
     Quem se recusa a reencetar o trabalho, porque foi mal sucedido antes, não merece desfrutar o êxito dos resultados.
     A arte de recomeçar é medida de engrandecimento para quem aspira mais altos cometimentos.
     Ninguém logra respostas felizes, sem as tentativas do insucesso.
     A vida é constituída de lições que se repetem até fixarem-se corretamente.

(De VIDA FELIZ, de Divaldo P. Franco, pelo Espírito Joanna de Ângelis)

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

RECANTO DE PAZ




        Há quem pergunte como servir à causa da paz.
        Semelhante tarefa não será privativa daqueles que se encarregam da direção do Mundo?
        A paz do Mundo, no entanto, é a soma de todos os esforços das criaturas, nos domínios da pacificação.
        Reflitamos nisso e atendamos à nossa parte, quanto se nos faça possível.
        Deixa que a fonte do amor se te desate do coração.
        Acende no cérebro a luz do pensamento reto.
        Transforma o trabalho de cada dia num cântico de bênçãos.
        Observa os compromissos assumidos por leis da própria consciência.
        Transita nas vias do bem aos semelhantes.
        Respeito o tipo de existência que os outros escolheram para si mesmos,  como desejas que a tua própria vida seja respeitada.
        Ergue em ti um sinal vermelho para os comentários infelizes.
        Hospitaliza agressores e maldizentes em tua clínica de orações.
        Não desperdices a riqueza do tempo, comprando remorso com queixas inúteis.
        Veste a armadura da paciência para que consigas agir e reagir construtivamente, onde te encontres.
        Instala a boa palavra nas estruturas verbais que te manifestam.
        Ouve com atenção, aguardando sem  pressa a tua vez de falar.
        Não desconsideres pessoa alguma.
        Resguarda no arquivo da prece os obstáculos e problemas que te desagradam, a fim de que não te destaques por motivo de aflição nas estradas alheias.
        Aceitas os outros tais quais são, sem o propósito de corrigi-los ou aperfeiçoá-los à força.
        Aprende com modéstia e ensina sem exigência.
        Auxilia sem cobrança.
        Não solenizes as provações de que necessitas para melhorar o próprio caminho.
        Diante das ofensas, imuniza-te na terapêutica do perdão.
        Espera o momento propício destinado a esclarecer o ponto difícil que haja surgido em teu relacionamento com os demais.
        Não exijas do próximo aquilo que o próximo ainda não possui para dar.
        Não mentalizes o mal com inquietações imaginárias, e sim colabora na construção do melhor que deve acontecer.
        Serve sem dependurar algemas nos pulsos de teus irmãos.
        E, prosseguindo adiante, converter-te-ás em coluna da segurança geral.
        Em verdade, a Divina Providência não pede para que te transformes, de imediato, numa estrela que dissipe as sombras da perturbação onde assombras da perturbação estejam dormindo na Terra. O Céu espera sejas, ainda hoje, onde estiveres, um recanto vivo da paz.

Emmanuel
(De “Diálogo dos Vivos”, de Francisco Cândido Xavier, J. Herculano Pires – Espíritos diversos)

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

SUA RELAÇÃO COM O PENSAMENTO



       Tão importante quanto a chegada do ser espiritual ao corpo físico, no fenômeno da reencarnação, é a sua saída do corpo fisiológico, quando da desencarnação.
        Num caso, o evento ganha aspecto de gravidade em função das responsabilidades trazidas à vida física pelo reencarnante, as expectativas sobre os passos e caminhos a serem percorridos no mundo corporal e quanto ao maior ou menor aproveitamento das ocasiões com as quais o reencarnado se defrontará...
        Porém, a gravidade da saída das cadeias celulares está no fato de que nessa ocasião, ao termo de mais uma etapa, estará determinado o nível dos méritos e dos deméritos desenvolvidos pela alma desprendida do corpo carnal. Não há mais como remediar as decisões mal tomadas, não há mais como voltar atrás quanto às providências que se tornaram causa de perturbação ou tragédia para muitos ou para poucos.
        A seriedade do momento final do corpo orgânico está também nos registros psíquicos dos desencarnados e na repercussão desses registros sobre o corpo espiritual ou períspirito.
        A manutenção das situações ruins ou a fruição das agradáveis estesias, tudo se intensifica por meio da desencarnação.
        No mundo das mentalidades comuns, “morrer é descansar”. Poucos avaliam contudo, o que significará “descansar” para quem converteu a etapa da vida corporal em tormentoso inferno...
        Há pessoas que dizem que “quem morreu se libertou”. A que corresponderá “libertação” para quem passou a vida corporal confeccionando cadeias e amarras, através de incontáveis desestruturações”.
        Há, ainda, quem afirme que “quem morre vai para o céu” ou “para o inferno”, por causa dos parâmetros ideológicos de suas crenças religiosas mal orientadas, ou de filosofias estapafúrdias que são verdadeiros atentados à maturidade e ao bom senso.
        A realidade do “céu” e do “inferno” instala-se no interior de cada um pelo que fez ou deixou de fazer ao longo da lida terrena.
        Quanto a você, como se acham as suas concepções em relação à “morte”? Já se deixou envolver pelas claridades dos ensinamentos de Jesus, que o Espiritismo reforça, ou ainda vem se arrastando por entre medos e superstições, escravizado pela ignorância que maltrata a tanta gente?
        Para aperceber-se do seu nível de maturidade perante a morte, bastará que analise como vem se pautando no seio da reencarnação. O dito popular que exprime que “tal vida, tal morte”, analisado em termos espirituais é corretíssimo. Valendo-nos desse refrão, poderemos estabelecer que “tal sua visão da vida, tal será sua visão da morte”.
        Assim, procure pensar nas responsabilidades do renascimento da alma em novo corpo físico, quando ela chega repleta de sonhos de progresso e embelezamento, mas não perca a seriedade quanto à experiência oposta, ou seja, a do processo fisiológico, quando ela retorna ao Grande Lar com a leveza ou com o peso do que haja realizado de nobre ou de desastroso, o que o ajudará muito a pautar-se bem no trajeto terreno, desenvolvendo relação de madureza com as questão do passamento.
        Não há porque temer-se a morte, quando se vive reta e dignamente. Não há porque contar com regalias celestiais após a vida física, quando a sua rota humana segue marcada pela inconsequência, por inconsistências morais, ou por descaso para com as “coisas do Alto”.
        Apoie-se no bem continuado, seja onde, como ou com quem for, e, sem qualquer temor ou preocupação, ponha-se nas Mãos de Deus para que Ele decida qual será o melhor tempo, ideal momento, para que você retorne, fortalecido e protegido pelas venturosas coberturas que você vem construindo para si mesmo.

       Meditação: Orai e crede! Pois que a morte é as ressurreição, sendo a vida a prova buscada e durante a qual as virtudes que houverdes cultivado crescerão e se desenvolverão como o cedro. (Cap. VI, item 5, segundo parágrafo, ESE).
(De “Para uso diário”, de J. Raul Teixeira, pelo Espírito Joanes)
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BOM DIA


"Em todas as lágrimas há uma esperança". 

Simone de Beauvoir, escritora, FRA, 1908-1986